Mundo de cabeça para baixo

Quando pensei em fazer esse blog me veio logo à mente: "Ah, vai ser um diário para quem ler?". No final das contas não é pra ninguém além de mim. Meu espaço para expressar as coisas que eu estou sentindo intimamente, mas se alguém resolver aparecer seja muito bem vindx ao meu inferno pessoal. A minha mente confusa.

As coisas tem estado tão bagunçadas. Descobri tantas coisas nesses últimos meses que não sei mais quem ou o que eu sou de verdade. É como se tudo o que eu sabia sobre mim e sobre as coisas ao meu redor se desfizessem.

Me sinto afundando cada vez mais em um poço repleto d'água. Eu me afogo lentamente enquanto espero alguém me ajudar a sair dali. Queria poder sair sozinha, mas é como se eu não tivesse essa capacidade, como se eu necessitasse de alguém pra me puxar para fora da água...

Mas ninguém nunca vem. 

Eu afundo, a saída do poço fica mais distante e pequena, a luz diminuindo e por fim alguém tampa o buraco. Essa sensação não sai de mim, e por mais que eu tente me aguentar de pé, por mais que eu tenha feito isso por longos cinco anos esse ano de 2017 está sendo uma provação... Se eu vou ou não conseguir chegar ao final do ano inteira é o dilema.

O engraçado de tudo isso é que eu sei que preciso de ajuda, mas ao mesmo tempo eu não quero isso. Quero afundar de verdade no poço, fechar os olhos e deixar a escuridão me engolir, porque depois de tanta bagunça na sua cabeça você só quer um basta.

A única coisa que você deseja é um botão de desligar, uma forma de sumir do mapa, um jeito de escapar de toda a vida conturbada que vive.

E sabe de uma coisa? Um dia vai dar certo. Não sei como, nem quando ou onde. Mas vou chegar na minha paz de espírito.

Se vai ser do jeito fácil não posso garantir.

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